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Pensador

Pensador

Fabriquem Betos

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Olá a todos, como está essa saúdinha?
 
Como vocês devem saber, tem havido um crescimento dos casos de "bullying", palavra pomposa para uma coisa tão simples chamada selecção natural. Quantos de nós não passámos pelo mesmo, quer tenha sido do lado do “bully”, mais uma palavra pomposa, quer tenha sido do outro lado. Mas o que também sei é que o que difere muito de há uns anos a esta parte, é o número de casos. E eu sei porquê! Depois de uma análise cuidada, cheguei à conclusão de que a culpa é dos “betos” e do seu progressivo desaparecimento. “Beto”, essa espécie com que tantos de nós gozávamos e que hoje em dia tanta falta fazem. Qualquer pessoa há uns anos quando queria desentorpecer os ossos, fazia uma destas duas coisas meiguinhas: ou massacrava um cromo, ou desancava um “beto”. Ah... Aquelas camisolas ou “pullovers” ao pescoço com aquele “nózinho” todo certinho... E aquele cabelo que dá vontade de tentar desfazer à lei do palmadão... Ah! E não esquecendo nunca as restantes peças de roupa, que tinham sempre de ter uma âncora, nem que fosse só na etiqueta ou numa baínha! E não, não me esqueci do típico sapatinho de vela, esse supra-sumo da moda, que faz apetecer largar uma bigorna em cima das unhas de quem os usa. Só de lembrar até dá vontade de voltar ao passado! Alguém me empresta um DeLorean só para ir ali espancar um “betinho”? Eu já devolvo. Até digo mais! Deviam haver à venda “betos” no supermercado, deviam fazer parte das promoções das grandes superfícies. Todos devíamos poder ter um no bolso, para sempre que necessário poder dar-lhe uns tabefes e umas rajadas de galhetas refrescantes e revigorantes para o nosso espírito. O próximo passo seria poder colocar as despesas do “beto” no IRS.
 
Fabriquem “betos” e seremos novamente um povo tranquilo! Bem hajam!