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Pensador

Pensador

Sonho Premonitório

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Olá a todos!
 
E como já tem vindo a ser hábito, cá vos trago mais um texto parvo! Antes de mais, preciso falar-vos de um coisa que justifica muito do que têm sido os meus textos. Tomo um medicamento para quem sofre de hipertensão, com forte componente diurético que me provoca súbitas vontades de aliviar a bexiga capazes de envergonhar o Alqueva. 
Passando ao relato da última noite... Cá vai! Estava eu embrenhado nos meus sonhos, e eis que me vejo a viver numa casa térrea com quintal e terras de cultivo. É de notar que vivo numa selva urbana, e que os meus conhecimentos de campo são tão fortes como em relação aos da cultura Esquimó. Estava eu na vidinha de campo e agrícola, quando nos serviços informativos locais (uma altifalante no quintal), fui avisado de chuvas fortes e eminência de um dilúvio. Fiz prontamente o mais óbvio neste tipo de situações... Fui arrumar o tractor na garagem. Nisto, começa a ser visível uma onda ao longe que só faltava estar a ser surfada pelo McNamara. Que fiz eu ao ver tudo isto? O óbvio uma vez mais. Fechei as janelas depois de apanhar a roupa estendida. O que uma onda gigante tem de aborrecido é a sua capacidade de estragar-nos a roupa quase seca. É aborrecido! Depois disto, do que é que me lembro de fazer? Achei que apesar da onda gigante capaz de extinguir a espécie humana, o mais importante naquele momento que antecedia o apocalipse, era varrer o quintal. Limpeza acima de tudo, mesmo em situações de quase cataclismo. A limpeza à porta de casa sobrepõe-se a uma massa de água que nem ao Godzilla permitia ter pé. Mas asseio acima de tudo! 
Atalhando e despachando o assunto, dei por mim a varrer toda a entrada da propriedade enquanto levava com uma onda que me fez com que quase me afogasse à procura da vassoura que entretanto perdi! 
 Não sei se estão a levar o raciocínio para o sítio certo, mas o que estava a acontecer era claro como a água...
 
Por pouco não conseguia calçar os chinelos quando acordei abruptamente, no limite de chegar à loiça victoriana do wc... Ainda dizem que os sonhos não são projecções do que pode acontecer na realidade. Cá está a prova.
 
Bem hajam!
 

 

Saga Ensonada

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Olá a todos!
 
Está bem tudo bem convosco? Dormiram descansadinhos, enquanto babavam as vossas almofadinhas? Eu não! E é por isso que me lembrei de escrever este texto. Conhecem aquela sensação de que têm de dormir bem, e a meio da noite a bexiga vos provoca um despertar súbito, interrompendo aquilo que estava a ser um descanso absoluto? Era assim que eu estava meus amigos... Ainda assim consegui não abrir os olhos, e pensar rapidamente: "Não vais abrir os olhos, nem acender luzes. Não podes pensar muito, para depois de ires fazer a número um, voltares a enfiar a cabeça na almofada. Podes dar um pontapé na esquina da cama, ver estrelas enquanto viras o dedo ao contrário, que ainda assim não vais acordar completamente". Disse isto a mim próprio, ao mesmo tempo que ouvi uma pancada seca na porta do quarto que me gelou... Não fosse ter visto demasiados filmes de terror, ainda ponderava se seria o gato. Primeiro abrir de olhos forçado, enquanto voltava para ir buscar o Smartphone... Primeiro erro, olhei para as horas e pensei logo que teria de voltar a dormir rapidamente, pois o tempo avançava até chegar a hora do despertador tocar. Nunca se olha para um relógio meus amigos, a partir do momento em que percebem que horas marcam, os segundos andam mais depressa! Nunca se pressiona um relógio com o olhar, nunca. Dito isto, corri rapidamente para a glória de despejar a bexiga, coisa que fiz com afinco, e corri de novo para a cama... Não sem antes dar um pontapé em algo... Sei que não era o gato, fiquem descansados... Mas foi o suficiente para meter a unha para dentro. Enquanto me aconchegava nos lençóis novamente, ouvi um som que me deixou petrificado... Alguém do prédio tinha acabado de dar um pum (sim leram bem) capaz de meter todo o Daesh em sentido! Garanto-vos que aquele poder sonoro, é merecedor de um aplauso de glória... Não é para todos meus amigos! Senti o meu coração disparar... Temi pela minha segurança e do meu meu gato... Mas sobretudo do prédio! Não temos construções capazes de aguentar muitos daqueles. Prometo que se o meu vizinho der outro, chamo a Proteção Civil! Ainda não refeito do estrondo sentido, chego finalmente a cabeça à almofada e quando já estou quase "do outro lado", sinto que ainda não é desta que acabam os acontecimentos. Meus caros, o meu gato à noite tem o dócil e gracioso andar do Godzilla. Sobretudo quando está em cima das minhas costelas. Será que posso dormir? Só falta me cair o tecto em cima... Passado um pouco, lá consegui adormecer... Enquanto levava numa perna, com o abanar de cauda do meu doce gatinho, e com o seu ronronar que provoca mais tremores que uma concentração de doentes de Alzheimer.... Isto para não dizer que o bichano dorme mais tempo do que o dia tem de horas.
 
Bem... vou indo... Vou trabalhar que é para abrir a pestana! Isto enquanto o gato dorme como sempre e os vizinhos dão largas à sua capacidade de encher a atmosfera com metano.